Manganês

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O manganês (Mn) compõe uma série de enzimas do metabolismo, sendo considerado essencial na dieta humana. São fontes de exposição: a mineração, manufatura de baterias, vidros, tintas, esmaltes, cerâmicas, soldas, fósforos de segurança, pilhas secas, magnetos, catalisadores, materiais elétricos, produtos farmacêuticos, fungicidas e preservativos de madeira e borracha. As dosagens sérica e urinária do Mn são usadas, de forma separada ou em conjunto, na avaliação de toxicidade ou deficiência. Entretanto, níveis de Mn no soro ou urina não refletem diretamente a exposição passada ou atual. Níveis séricos normais podem ser encontrados em pacientes com quadro neurológico de manganismo e níveis cerebrais de Mn elevados. Ressalta-se, ainda, que não  existe correlação entre níveis elevados e a gravidade do quadro clínico. Cuidados são necessários para que se evite contaminação da amostra, uma vez que os níveis ambientais de Mn são 1000 vezes maiores que os do sangue. Níveis séricos podem também elevar-se em crianças com colestase e na insuficiência hepática crônica. Níveis baixos de Mn são encontrados nos pacientes em hemodiálise, naqueles em uso de ácido valpróico e hidralazina. Estudos divergem na determinação dos valores normais para populações não expostas.


Método

- Espectrofotometria de absorção atômica (forno de grafite com corretor Zeeman)

Conservação para envio
Até 7 dias entre 2o e 8oC.

Nível terapêutico ou Valor de Referência

- SANGUE: - < 3,3μg/L
- URINA: Até 10,0 μg/L


Condição

SANGUE: -Soro.
-O contato do sangue com metais, vidro, borracha, poeira e alguns tipos de plástico (polietileno) pode contaminar a amostra.
-Instruções para o uso do kit para dosagem de metais em geral:
-Proceder a coleta utilizando o tubo de rolha branca;
-Pelo fato de não haver ativador de coágulo, não e necessário a homogeneização do tubo pós-coleta;
-Após a coleta, manter o tubo na posição vertical, até a completa coagulação, mantendo em temperatura ambiente;
-Não refrigerar;
-Como o Tubo é de plástico PET, o tempo de coagulação completa e retração do coágulo é maior que em tubos de vidro;
-Após a coagulação e a total retração do coágulo, identificada pela presença de soro livre acima da camada de hemácias, proceder a centrifugação do material até a obtenção do soro livre em quantidade suficiente;
-NÃO CENTRIFUGAR ANTES DE OBSERVAR A COMPLETA RETRAÇÃO DO COÁGULO, pois pode haver a coagulação superficial da fibrina, que forma uma camada que retém o soro e impede a sua transferência para o tubo de transporte;
-Se houver a formação do coágulo de fibrina, não introduzir ponteiras, pipetex ou palitos de madeira no interior do tubo, pois este procedimento poderá gerar contaminação exógena do soro por metais, falseando o resultado;
-Após a retração do coágulo e a centrifugação, destampar o tubo de transporte e transferir o soro tubo a tubo;
-A transferência do soro ao tubo de transporte é crítica, não devendo ser utilizado pipetas. Deve ser executada de forma rápida em bancada previamente limpa, sem poeiras e que não tenha tido contato com vidrarias, metais, borrachas e alguns tipos de plástico (polietileno);
-Tampar o tubo de transporte e refrigerar (2ºC a 8ºC).

- URINA:
- Urina início ou final jornada de trabalho - urina 24h.
- Não colher em local de trabalho. Retirar o uniforme, lavar as mãos e a genitália antes de colher.
- Especificar o tipo de urina e informar volume total.